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Ameaça ao rio São Francisco
A questão não é ser contra ou a favor da transposição das águas do rio São Francisco.
O que é preciso discutir agora é se o governo Lula tem competência para executar projeto tão importante, e ao mesmo tempo tão delicado, quando o Brasil inteiro está perplexo com o desmantelamento completo do setor aéreo do país.
Como é que os políticos e os técnicos ainda não questionaram os riscos dessa tal transposição depois dos horrores que estamos vivendo com apagões aéreos, mais de 400 mortos em desastres de avião, aeroportos reformados às pressas, o caos enfim?.
Se o governo Lula conseguiu desmontar todo o esquema da aviação brasileira, que até bem pouco tempo se orgulhava de funcionar dentro dos padrões internacionais, dá pra imaginar o que pode acontecer com as águas do rio São Francisco.
É uma temeridade permitir que Lula leve adiante o projeto da transposição. Porque do jeito que o petista administra o País, é capaz de secar o Velho Chico e ainda botar a culpa nas elites.
Medalha de ouro
Por isso, Eduardo Campos merece ganhar a medalha de ouro pelo discurso em defesa do projeto da transposição, pois como é aliado do presidente Lula, vai defendê-lo contra tudo e contra todos.
Tanto que anunciou, ontem, em Salgueiro, que reunirá representantes dos movimentos sociais e quatro governadores nordestinos, defensores do projeto que vai levar água de beber para 12 milhões de sertanejos, vítimas periódicas da seca. Ele disse que no mesmo dia - a ser marcado - eles vão fazer um grande ato em Salgueiro e outras três cidades na Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará:
"Nosso objetivo é sensibilizar a sociedade para um projeto vital para vários irmãos nordestinos que sofrem com a seca", explicou Eduardo, confirmando sua presença em Salgueiro e nos demais Estados, durante o dia da manifestação. O encontro nos estados vai anteceder um grande ato em Brasília, quando os governadores e os movimentos sociais darão visibilidade nacional à manifestação.
O anúncio do local escolhido para o evento em Pernambuco se deu em sintonia com o assunto em pauta. A transposição das águas do rio São Francisco é uma das principais reivindicações apresentadas pela população do sertão pernambucano, durante os seminários do "Todos por Pernambuco", realizados pelo Governo do Estado.
Ossos do ofício
José Serra (PSDB) não conseguiu se livrar do compromisso assumido com Sérgio Guerra e chega ao Recife, hoje, para fazer a saudação ao senador no almoço promovido pelo Caxanga Ágape, no Boi Preto, em homenagem ao tucano pernambucano.
Mas o governador de São Paulo já mandou avisar: chega às 12h e retorna às 15h, para continuar acompanhando de perto a crise provocada pelo desastre do avião da TAM no aeroporto de Congonhas.
E é esse o motivo que fez o governador paulista desmarcar a audiência que teria com Eduardo Campos (PSB) antes do almoço.
Sem Serra e sem o atual presidente do PSDB, Tasso Jereissati, muito menos o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o almoço de Guerra ficará pobre em caciques políticos. Afinal, se era para dar uma força à candidatura dele à presidência nacional dos tucanos, o encontro na churrascaria não vai ter a força que se imaginava.
Salve ó terra, dos altos coqueiros...
Toda vez que o Hino de Pernambuco é tocado, os principais atores das solenidades oficiais costumam cantar um pedacinho dele, é praxe.
Mas na posse dos novos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE), Romário Dias e Marcos Loreto, na última segunda-feira, no auditório da Justiça Federal, a mesa composta por conselheiros e autoridades ficou muda.
Nem o governador Eduardo Campos (PSB) nem o prefeito do Recife João Paulo (PT) ao menos cantarolaram a estrofe do hino, como costuma acontecer sempre.
Ou todos alí no palco foram acometidos de um ataque de timidez coletivo, ou não sabem mesmo a letra do Hino de Pernambuco. Está na hora de aprender gente! Pois ficou muito feio assitir o auditório cantando e as autoridades em silêncio.
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