12/02/2010 00:42 Só dá mascarado!
Foto- Google Imagem/Divulgação

Este ano não vai ser igual àquele que passou para os políticos pernambucanos. Nos três dias de folia e brincadeira muitos vão brincar separados. E nenhuma fantasia conseguirá colocá-los lado a lado, nem na hora de fazer o passo.
É o caso dos dois João, o Paulo e o da Costa, ex e atual prefeito do Recife, ambos do PT. Mesmo que eles apareçam no mesmo baile, nas mesmas ruas e até nos mesmos maracatus, ninguém vai juntá-los no mesmo bloco.
Se no ano passado os dois brincaram o Carnaval juntinhos, e até usaram aqueles horrorosos chapéus de Mateus para mostrar como era grande a sintonia entre eles, este ano tá combinado: um vai pra lá e outro pra cá, mesmo depois da quarta-feira.
E enquanto João Paulo continuará fazendo o passo junto do povão, da bagaceira, como ele diz, João da Costa vai circular nos espaços Vips, sua nova praia, bem diferente daquela do Orçamento Participativo que frequentou anos e anos.
Os socialistas também vão ter um Carnaval diferente daquele que passou. Como nos últimos três anos o bloco do "Madeira que cupim não roi" cresceu além da conta, recebendo foliões de toda parte, a agremiação carnavalesca de Eduardo Campos (PSB) ficou cheia de mascarados.
Os seguidores do bloco do governador que sabem cantar a música-tema da campanha de Eduardo Campos ao governo de Pernambuco, não terão dificuldades na hora de evoluir nos vários polos carnavalescos. Ao contrário daqueles que querem entrar na festa socialista e ainda nem aprenderam o refrão do frevo canção de Capiba, que ganhou força - pasmem- na voz de taquara rachada de Ariano Suassuna.
No bloco dos tucanos é uma loucura. Cada um com um bico maior do que o outro, os políticos do PSDB dificilmente formarão um cordão animado pra desfilar no Carnaval. Nem podia ser diferente, numa agremiação comandada por Sérgio Guerra, que até agora não decidiu qual o enredo da sua agremiação.
Porque se no ano passado eles desfilaram empunhando - ainda - o estandarte de Jarbas Vasconcelos (PMDB), desta vez será diferente: o senador peemedebista já avisou que não vai brincar por aqui e os tucanos terão que se virar sozinhos. Certamente no Papangus de Bezerros, o reduto favorito deles, que curtem adoidados uma máscara.
Já os democratas, saudosos dos antigos carnavais, quando dominavam as passarelas, este ano desistiram do samba-enredo exaltando Jarbas Vasconcelos - o eterno rei da bateria do DEM - e estão se preparando para desfilar na maior animação, apesar da redução do bloco, porque acreditam que é importante fazer bonito em todos os quesitos, principalmente na criatividade.
Aí vale tudo mesmo. Até sair fantasiado de latinha de cerveja e cair na graça dos foliões/eleitores, numa grande brincadeira como aquela da "embalagem de seis" da Skol. E mais. E como ainda por cima o DEM está sem enredo e sem um abre-alas forte, os democratas precisam mesmo fazer um grande malabarismo na hora da evolução pra garantir a Marco Maciel um destaque no bloco.
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